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Milhões de pessoas voltam às ruas dos EUA em protestos contra Trump e guerra no Irã; veja vídeo
Movimento 'No Kings' faz sua terceira grande manifestação nacional e inclui críticas ao conflito na pauta Manifestantes em Portugal, França Alemanha, Itália e Grécia também fazem protestos contra presidente americano
Por CIDADE FM 91,1 Mhz - GRAJAÚ MA
Publicado em 28/03/2026 22:38 • Atualizado 28/03/2026 22:48
NOTÍCIA
ashington | Reuters

Milhares de manifestantes protestam contra as políticas do presidente dos Estados UnidosDonald Trump, nas ruas de cidades em todo o país neste sábado (28). Os atos são a terceira edição dos protestos "No Kings" (sem reis, em inglês), e agregam adversários do republicano, americanos descontentes com as políticas migratórias de Trump e oposição à guerra no Irã.

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Mais de 3.200 eventos estão programados em todos os 50 estados do país. Os dois eventos anteriores do "No Kings" atraíram milhões de participantes.

Manifestantes e cidadãos americanos residentes no exterior também foram às ruas em protesto neste sábado, com registros em PortugalFrançaAlemanhaItália e Grécia. Manifestantes também se reuniram em San Juan, em Porto Rico.

Em Nova York, a polícia falou em dezenas de milhares marchando por dez quarteirões de Manhattan. O ator Robert De Niro participou do protesto ao lado de ativistas segurando um cartaz em defesa da democracia e contra a influência de bilionários.

 

Na capital Washington, manifestantes se concentraram em pontos simbólicos como o Lincoln Memorial e o Monumento a Washington, levando bustos gigantes de integrantes do governo. Em Pittsburgh, o protesto ocupou a Grant Street, em frente à prefeitura, no centro da cidade.

Também houve mobilização em instituições científicas em diversas cidades, com pessoas reunidas nos Institutos Nacionais de Saúde para protestar contra cortes do governo federal na pesquisa científica.

 

O cantor Bruce Springsteen cantou a música "Streets of Minneapolis" na cidade gêmea de St. Paul. Por lá, a presença mais aguardada era a da atriz Jane Fonda, após ter feito um ato na sexta-feira (27) em Washington reunindo artistas, jornalistas e músic os. O estado de Minnesota trava forte disputa judicial contra a Casa Branca.

Conhecidas como "cidades gêmeas", as St. Paul e Minneapolis se tornaram ponto central de protestos devido à repressão de Trump contra imigrantes e à incursão de agentes federais de imigração em centros urbanos governados por democratas —foi em Minneapolis que dois cidadãos americanos morreram durante abordagem de agentes federais.

"Eles nos chamam de radicais", disse o governador democrata de Minnesota, Tim Walz. "Podem ter certeza de que fomos radicalizados —radicalizados pela compaixão, radicalizados pela decência, radicalizados pelo devido processo legal, radicalizados pela democracia e radicalizados para fazer tudo o que pudermos para nos opor ao autoritarismo."

O senador americano Bernie Sanders, de Vermont, crítico de Trump que disputou a indicação presidencial democrata em 2016 e 2020, foi outro que discursou no evento em Minnesota.

Dois terços dos eventos estão ocorrendo fora dos grandes centros urbanos —um aumento de quase 40% em comunidades menores em relação à primeira mobilização do movimento em junho passado, segundo os organizadores.

 

"A história que define a mobilização deste sábado não é apenas quantas pessoas estão protestando, mas onde elas estão protestando", disse Leah Greenberg, cofundadora do Indivisible, o grupo que iniciou o movimento no ano passado e liderou o planejamento dos eventos deste sábado.

Grande grupo de pessoas reunidas na Praça do Comércio, em Lisboa, em frente ao Arco da Rua Augusta. O céu está claro e azul, e há equipamentos de som instalados para o evento.
Pessoas se reúnem ao redor do mundo para manifestar contra políticas de Donald Trump e guerra no Irã; atos são edição dos protestos 'No Kings' - Antonio Athayde

Com as eleições de meio de mandato previstas para novembro deste ano nos EUA, os organizadores dizem ter visto um aumento no número de pessoas organizando eventos anti-Trump e se registrando para participar em estados profundamente republicanos, como Idaho, Wyoming, Montana e Utah.

Áreas suburbanas competitivas que ajudaram a decidir eleições nacionais estão mostrando aumento de interesse nos protestos, disse Greenberg, citando como exemplos os condados de Bucks e Delaware na Pensilvânia, East Cobb e Forsyth na Geórgia, e Scottsdale e Chandler no Arizona.

"Os eleitores que decidem eleições, as pessoas que batem de porta em porta e fazem o registro de eleitores e todo o trabalho de transformar protestos em poder, estão tomando as ruas agora, e estão furiosos", disse ela.

A porta-voz da Casa Branca Abigail Jackson descartou os protestos como "sessões de terapia da Síndrome de Perturbação de Trump" (expressão usada para descrever suposta obsessão com o presidente), de interesse apenas para jornalistas, disse em comunicado.

 
 Os eventos deste sábado acontecem em meio ao que os organizadores descreveram como um chamado à ação contra o bombardeio do Irã pelos EUA e Israel, um conflito que chega ao um mês de duração neste domingo (29).Morgan Taylor, 45, participou do protesto em Washington com seu filho de 12 anos e disse estar indignada com a ação militar de Trump no Irã, que ela chamou de "guerra estúpida". "Ninguém está nos atacando", disse Taylor. "Não precisamos estar lá."

 

 
 
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