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Delegado expõe envolvimento de desembargador no caso da morte da PM Gisele
Por CIDADE FM 91,1 Mhz - GRAJAÚ MA
Publicado em 31/03/2026 09:16
NOTÍCIA

Investigação sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, traz novos indícios de que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto tentou manipular a cena do crime. De acordo com o delegado Lucas Souza Lopes, o oficial, preso sob suspeita de feminicídio e fraude processual, teria planejado criar uma estrutura para sustentar a versão de suicídio.

Em depoimento ao podcast True Crime, do SBT News, o delegado Lopes revelou que Geraldo Rosa Neto envolveu o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado para conferir maior credibilidade à hipótese de suicídio. O oficial contava com a presença do magistrado como peça-chave para reforçar seu argumento.

Segundo o delegado, o tenente-coronel tinha plena consciência de que a visita de um desembargador poderia sugerir interferência e influenciar o curso das apurações. As imagens das câmeras corporais dos policiais militares mostram o desembargador aparentemente desconfortável e relutante em entrar no apartamento, acabando por acessá-lo diante da “cena criada” pelo oficial. “Ele era mais uma peça do xadrez que o tenente-coronel estava montando para sustentar a própria versão”, afirmou Lopes. Até agora, não há indícios de benefício obtido pelo magistrado durante o inquérito.

Em nota ao programa Fantástico, a defesa de Marco Antônio Pinheiro Machado declarou que o desembargador foi chamado como amigo do investigado, após receber notícia de um suposto suicídio. Segundo o texto, eventuais esclarecimentos serão prestados à Polícia Judiciária, se necessário.

Em coletiva em 18 de março, a Polícia Civil afirmou não haver sinais de interferência do desembargador na investigação. O delegado Denis Saito, do 8º Distrito Policial, reiterou que Marco Antônio estava no local apenas como conhecido do tenente-coronel, sem qualquer papel oficial.

Relembre o caso: Gisele Alves Santana foi encontrada gravemente ferida em seu apartamento no bairro do Brás, em 18 de fevereiro. Socorrida e levada ao hospital, não resistiu aos ferimentos. Inicialmente tratado como suicídio, o caso ganhou nova direção após exumação e laudos periciais apontarem inconsistências na versão original.

Com base nas investigações, o tenente-coronel foi indiciado por feminicídio e fraude processual, e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça a pedido da Polícia Civil, com aval do Ministério Público. As perícias indicam que a trajetória do disparo e os ferimentos não condizem com ato voluntário, e a presença de sangue em diferentes cômodos põe em xeque a dinâmica relatada.

O inquérito segue em andamento, e novos laudos ainda devem ser analisados para elucidar completamente as circunstâncias da morte da soldado Gisele.

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