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Governos Lula e Tarcísio firmam empréstimo para túnel imerso Santos-Guarujá… - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/04/13/emprestimo-tunel-santos-gua
Por CIDADE FM 91,1 Mhz - GRAJAÚ MA
Publicado em 13/04/2026 17:00
NOTÍCIA

Os governos Lula (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) assinaram hoje a operação de crédito que viabiliza a contrapartida do estado de São Paulo na Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Imerso Santos-Guarujá, no litoral paulista. A operação, no valor de R$ 2,57 bilhões, foi estruturada pelo Banco do Brasil e conta com garantia da União.

O que aconteceu

A concessão do primeiro túnel imerso da América Latina é um dos maiores empreendimentos de infraestrutura do país. O valor total estimado da obra é de R$ 6,8 bilhões. Trata-se do maior investimento individual do PAC (Plano de Aceleração ao Crescimento), que é federal.

O grupo Mota-Engil, vencedor do leilão, será responsável pela construção, operação e manutenção do túnel. Enquanto o Mota-Engil arcará com R$ 1,6 bilhão, o governo paulista assumirá o crédito suplementar (R$ 2,57 bilhões), enquanto a Autoridade Portuária de Santos, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, se comprometeu com outros R$ 2,57 bilhões.

O túnel conectará os municípios de Santos e Guarujá. Uma ligação submersa sob o canal portuário terá impacto na mobilidade regional e logística portuária, promete o governo.

A obra terá início ainda este ano. O prazo para a conclusão será de 48 meses, o que significa que o túnel será entregue em 2030.

Ao todo, 70 mil pessoas serão beneficiadas por dia. A promessa é reduzir o tempo de travessia de 50 para cinco minutos. O túnel permitirá a travessia por diversos modais, como carro, ônibus, caminhão, bicicleta e VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). "O governo federal fará sua parte e financiará (...) R$ 2,57 bilhões para o governo de Estado, com 23 anos para pagar", afirmou o vice-presidente, Geraldo Alckmin, durante o encontro em São Paulo.

Tarcísio não apareceu

Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil; Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil; e Dario Durigan, ministro da Fazenda, em evento do governo Lula para anunciar empréstimo ao túnel Santos-Guarujá

Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil; Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil; e Dario Durigan, ministro da Fazenda, em evento do governo Lula para anunciar empréstimo ao túnel Santos-Guarujá

Imagem: 13.abr.2026 - Wanderley Preite Sobrinho/UOL

O governador Tarcísio de Freitas enviou para a solenidade o secretário de Fazenda e Planejamento do estado, Samuel Kinoshita. Ele afirmou que o projeto "teve um afinco grande do governador em conseguir parceiros internacionais", e elogiou a associação federal e estadual. "Há sim necessidade de celebrarmos uma parceria boa para o Brasil, São Paulo e brasileiros que vivem aqui e na Baixada."

Alckmin agradeceu a Tarcísio "pela boa parceria" e ressaltou o "espírito republicano" do acordo "em benefício da sociedade". Ele lembrou outras obras em São Paulo que contam com dinheiro federal e afirmou que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) contribuiu com R$ 13,8 bilhões "para ampliar infraestrutura, gerar emprego e atrair investimento" no estado.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também falou da parceria. Sem mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que Lula rompeu com a lógica do governo anterior, que privilegiaria aliados políticos. Disse que o atual presidente firmou um acordo para renegociação de dívidas dos estados, o que atraiu a parceria deles com o governo federal, independentemente do partido político. "Precisamos deixar bons legados para o povo, repactuações com estados e municípios e agora a obra do túnel Santos-Guarujá", afirmou.

Lula cobrou Tarcísio

Em março, Lula cobrou o governador de São Paulo. Ele pediu reconhecimento sobre a participação do governo federal em obras do estado, em especial no túnel Santos-Guarujá. "Eu só queria que o governo estadual reconhecesse: 'Olha, isso aqui não é só meu, isso aqui é metade meu, metade do Lula'", disse o presidente, em evento em Araraquara (SP). "A metade dele [Tarcísio] somos nós que damos também, porque nós financiamos."

Sem citar ninguém nominalmente, Lula insistiu na ligação entre Tarcísio e Bolsonaro, referindo-se a "essa gente". "Da mesma forma que nós encontramos entre creche, escola, quase 6.000 obras paralisadas, e nós tivemos que fazer também todo um processo de reconstrução e estamos reconstruindo. Eu estou dizendo tudo isso porque agora há sempre o tempo da mentira, do sonho, das bobagens", concluiu.

 

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