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Seleção se despede da torcida brasileira com festa e goleada sobre o Panamá
Equipe mostra o desenho tático que terá nos Estados Unidos e deslancha no segundo tempo, com reservas Carlo Ancelotti usa todos os jogadores à sua disposição no Maracanã; Neymar, lesionado, é ovacionado
Por CIDADE FM 91,1 Mhz - GRAJAÚ MA
Publicado em 31/05/2026 21:43
NOTÍCIA
Rio de Janeiro

A caminho da Copa do Mundo, a seleção cumpriu o que dela se esperava e se despediu da torcida brasileira com uma vitória sobre o Panamá no Rio de Janeiro. Na noite de domingo (31), véspera do embarque para os Estados Unidos, a equipe verde-amarela triunfou por 6 a 2, em uma jornada festiva com gols de Vinicius Junior, Casemiro, Rayan, Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos.

O mais celebrado jogador no Maracanã não calçou chuteiras. Com uma lesão na panturrilha direita, Neymar apenas apareceu no gramado e acenou para o público. Mesmo sem ele em campo, em diversos momentos da partida brotou das arquibancadas do estádio o canto "olê, olê, olê, olá, Neymar, Neymar".

Também foram festejados os atletas com ligações com clubes cariocas, casos de Wesley, Danilo, Léo Pereira, Alex Sandro, Danilo Santos, Paquetá, Luiz Henrique, Vinicius Junior e Rayan. Torcedores rubro-negros reunidos no setor norte chegaram a entoar "vai pra cima deles, Mengo", para irritação de vascaínos. No gol de Rayan, explodiram gritos de Vasco.

Dois jogadores da seleção brasileira de futebol, com camisas amarelas e calções azuis, comemoram com braços erguidos e expressão de vitória em estádio iluminado e cheio de torcedores.
Vinicius Junior (7) e Bruno Guimarães celebram o primeiro gol do Brasil o triunfo sobre o Panamá, marcado no minuto inicial da partida - Ricardo Moraes/Reuters

Dentro das quatro linhas, o time exibiu no primeiro tempo o desenho que terá na América do Norte. Faltou apenas a dupla de zaga titular, já que Marquinhos e Gabriel Magalhães, que disputaram a final da Liga dos Campeões da Europa no sábado (30), só vão se juntar ao grupo em Nova Jersey –assim como o atacante Martinelli, reserva.

 

Na formação adotada por Carlo Ancelotti, o Brasil teve duas linhas de quatro marcadores, com Vinicius Junior e Raphinha à frente, prontos para contra-atacar. Quando o time tinha a bola, Matheus Cunha, que marcava pela esquerda, ia para o meio participar da articulação, e Vinicius caía para a ponta esquerda, onde se sente confortável.

Antes mesmo que essa disposição ficasse clara, a seleção abriu o placar. No primeiro minuto de jogo, Casemiro roubou bola no campo de ataque, e Vinicius Junior bateu de fora da área, no ângulo direito. Aos 14, em falta cometida por Bruno Guimarães, Murillo contou com desvio na batida e empatou para o Panamá.

A equipe centro-americana, que liderou sua chave nas Eliminatórias, até teve momentos em que mostrou capacidade para dar trabalho no Grupo L da Copa, no qual enfrentará Inglaterra, Croácia e Gana. Vaiado após o gol dos visitantes, Alisson teve de trabalhar duas vezes para não ser novamente vazado.

O Brasil tinha seus melhores lances quando os volantes se aproximavam dos atacantes para trocar passes. Raphinha perdeu duas boas oportunidades em jogadas desse tipo. Aos 39, Vinicius Junior encarou a marcação pela esquerda e bateu. Casemiro desviou de cabeça na entrada da pequena área, em gol validado com ajuda do vídeo –o bandeira havia assinalado impedimento.

No intervalo, Ancelotti trocou dez jogadores. Na despedida, o treinador colocou em campo quase todos os atletas disponíveis –só Weverton, terceiro goleiro, não entrou. E os reservas se impuseram com facilidade, construindo a goleada que esperavam os torcedores presentes na arena da zona norte carioca.

Aos sete minutos da etapa final, Igor Thiago pressionou a saída de bola e atrapalhou o goleiro. Rayan ficou com a sobra e teve categoria para aproveitar o gol vazio. Aos 15, Paquetá recebeu de Douglas Santos, com corta-luz de Danilo Santos, e contou com desvio na marcação para fazer sua dancinha celebratória.

Pouco depois, aos 18, foi a vez de Igor Thiago balançar a rede, em pênalti que ele mesmo sofreu. Aos 36, Danilo Santos recebeu ótimo passe de Paquetá e, após alguma dificuldade no domínio, finlizou bem. O Panamá marcou mais uma vez no final, aos 39, quando Harvey ficou com sobra de fora da área e acertou um chute forte.

 

Brasil 6 x 2 Panamá

Data: 31 de maio de 2026 (domingo)
Local: estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Público: 72.140 espectadores
Árbitro: Daniel Schlager (ALE)
Assistentes: Sven Washitzki-Günther (ALE) e Rafael Foltyn (ALE)
VAR: Robert Schröder (ALE)
Gols: Vinicius Junior (BRA, 1min/1º), Murillo (PAN, 14min/1º) Casemiro (BRA, 39min/1º), Rayan (BRA, 7min/1º), Paquetá (BRA, 15min/2º), Igor Thiago (BRA, 18min/2º), Danilo Santos (BRA, 36min/2º) e Harvey (PAN, 39min, 2º)
Cartões amarelos: Blackman (PAN)

Brasil
Alisson (Ederson); Wesley (Ibañez), Bremer (Danilo), Léo Pereira e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro (Fabinho) e Bruno Guimarães (Danilo Santos); Luiz Henrique (Rayan), Matheus Cunha (Endrick), Raphinha (Igor Thiago) e Vinicius Junior (Paquetá)
Técnico: Carlo Ancelotti

Panamá
Mosquera; Murillo (Anderson), Escobar (Ramos), Córdoba (Fariña), Andrade (Miller) e Blackman (Kadir); José Rodríguez (Tomás Rodríguez), Bárcenas (Davis), Harvey (Griffith) e Díaz (Martínez); Waterman (Fajardo)
Técnico: Thomas Christiansen

 

 
 

 

 
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