MARANHÃO - A Interpol entrou em contato com a advogada Nathaly Moraes, que representa Clarice Cardoso, mãe dos irmãos Allan e Ágatha, desaparecidos em Bacabal, no Maranhão, e colocou suas ferramentas de cooperação internacional à disposição para auxiliar na investigação.
Segundo a advogada, o apoio representa um novo avanço no caso, principalmente diante da possibilidade de investigação envolvendo tráfico humano, identificação internacional e eventual repatriação das crianças, caso elas sejam localizadas em outro país.
Apesar da movimentação, ainda não existe confirmação de que Allan e Ágatha estejam entre as 163 crianças resgatadas recentemente nos Estados Unidos durante uma operação das autoridades americanas. A informação divulgada por páginas nas redes sociais sobre uma possível identificação dos irmãos não foi confirmada oficialmente.
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Interação com a Polícia Federal e a Interpol
De acordo com Nathaly Moraes, inicialmente a defesa havia solicitado que a investigação fosse encaminhada da Polícia Civil para a Polícia Federal, devido à possibilidade de envolvimento internacional.
Segundo ela, naquele primeiro momento, a Polícia Federal informou que não havia elementos suficientes que apontassem para tráfico humano e que, por isso, não seria possível assumir o caso.
"Inicialmente, quando nós procuramos a Polícia Federal, eu pedi o desvio de competência da Polícia Civil para a Polícia Federal porque eu entendia que podia sim ser tráfico humano. Inicialmente, a Polícia Federal respondeu que era para arquivar o meu pedido porque não havia indícios suficientes de que houvesse tráfico humano, que não seria competência deles", explicou a advogada em entrevista exclusiva ao Portal Imirante.
Ainda segundo Nathaly, a situação mudou nesta terça-feira (8), quando o Núcleo de Cooperação Internacional entrou em contato informando que a Interpol poderia auxiliar no caso.
"Quando foi hoje, o Núcleo de Cooperação Internacional entrou em contato falando que a Interpol estará conosco, que ela está oferecendo todas as ferramentas para nos ajudar, porque até então nós não tínhamos apoio da Interpol, de maneira nenhuma", afirmou a advogada.
Reunião na sede da Polícia Federal
A única informação confirmada pela defesa é que haverá uma reunião nesta quarta-feira (9), às 9h, na sede da Polícia Federal, com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional para alinhar como será o uso das ferramentas disponibilizadas pela Interpol.
"Hoje eles já entraram em contato. Amanhã a gente vai estar lá na sede da Polícia Federal para falar com esse núcleo de cooperação internacional, verificar como é essa questão junto da Interpol, que entrou em contato, para tratar da situação das crianças desaparecidas e, caso elas sejam encontradas em outro país, fazer o repatriamento", declarou Nathaly.
A advogada explicou ainda que os mecanismos da Interpol podem auxiliar na localização internacional e no retorno das crianças ao Brasil, caso elas sejam encontradas fora do país.
"Essas ferramentas ajudam tanto na busca pelas crianças quanto na repatriação, para trazer as crianças de volta, caso sejam encontradas em outros países. Eles têm essa possibilidade em 197 países", disse.
Consulado acompanha operação nos Estados Unidos
Sobre a operação realizada nos Estados Unidos, a representante da família informou que o acompanhamento está sendo feito pelo consulado brasileiro no país.
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