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Agentes dos EUA assumiram controle de parte de aeroporto para fuga de Flávio, diz jornal argentino
Potência estrangeira também teria contratado ao menos três jatos privados para garantir sucesso de empreitada Marco Rubio, secretário de Estado americano, nega que país tenha ajudado em plano
Por CIDADE FM 91,1 Mhz - GRAJAÚ MA
Publicado em 31/10/2026 17:00
NOTÍCIA
São Paulo

Agentes dos Estados Unidos tomaram o controle de parte do aeroporto de Porto Iguaçu para ajudar na fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil, segundo publicação do jornal argentino Clarín desta sexta-feira (30). O país também contratou ao menos três jatos privados para garantir que o plano fosse bem-sucedido, segundo a publicação.

De acordo com o periódico, representantes estadunidenses coordenaram ações para garantir a decolagem do jato particular no qual estava o político, assumindo parte do trabalho de agentes da polícia de segurança aeroportuária e funcionários de imigração.

Homem branco com cabelos castanhos desembarca de avião. Ele está com a cabeça baixa e expressão séria.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarca no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, na Flórida, nos Estados Unidos - Eva Marie Uzcategui - 28.out.26/Reuters

O secretário de Estado Marco Rubio negou, na tarde deste sábado (31), que os Estados Unidos tenham facilitado a fuga do senador. Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos na quarta-feira (28) e se autoproclamou "verdadeiro presidente eleito" do Brasil em uma carta de teor golpista depois de perder as eleições presidenciais de 2026. Em seguida, ele recuou da afirmação e se disse "líder do Brasil", mantendo o tom golpista da comunicação.

 

A afirmação de Rubio vai na contramão da apuração de outros veículos de imprensa. Segundo os jornais americanos The New York Times e The Wall Street Journal, o estrategista político americano Jason Miller, assessor de comunicação de Donald Trump, ajudou a organizar o avião particular que levou Flávio aos EUA após sua derrota na eleição presidencial.

De acordo com o Clarín, o governo estadunidense auxiliou com ao menos três aeronaves que estiveram no local para garantir que o plano foi bem-sucedido.

O jornal aponta que o dia da fuga foi marcado por confusão deliberada a partir de "falsas verdades" difundidas por autoridades, a fim de que o plano fosse bem-sucedido, dentre elas a divulgação de aliados de Flávio Bolsonaro de que ele já teria chegado aos Estados Unidos na terça-feira (27).

A operação também contou, segundo o Clarín, com o apoio do presidente argentino Javier Milei, que teria enviado o assessor Santiago Caputo à cidade de Misiones para garantir que o plano fosse exitoso.

Segundo o jornal, a operação contou com ao menos três aviões privados de alto custo operativo, coordenados pelo Departamento de Estado da Casa Branca, que aterrissaram na cidade ou foram usados como opções alternativas para garantir a chegada de Flávio até Miami.

O jornal também cita o uso de caminhões e carros com diferentes placas de identificação para confundir postos de controle, além da troca de informação entre agentes argentinos e estadunidenses.

 

 

 
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